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Comitê Científico emite nota técnica de alerta à variante DELTA


Fonte: Assessoria de Imprensa
Data de publicação: 10 de agosto de 2021
Crédito da notícia: Assessoria de Imprensa


O Comitê Científico do Governo do RS emitiu uma nova nota técnica, ontem (09) sobre à propagação da variante Delta do SARS-CoV-2, no sentido de renovar os esforços de enfretamento à COVID-19 no Estado, contando com o compromisso e responsabilidade de governantes e cidadãos para fazer frente esse novo desafio.

De acordo com a nota, a recente mutação do SARS-CoV-2, a linhagem/variante de preocupação Delta (B.1.617.2) é a mais recente ameaça de preocupação a saúde pública no mundo e já circula, transmissão comunitária, no RS; CONSIDERANDO que se estima, por testagem até o final de julho 2021, a existência de 64 casos no RS (sendo 11 casos confirmados por sequenciamento genético completo e 53 prováveis casos identificados por sequenciamento parcial).

Segundo o documento, é necessidade de redobrar esforços para enfrentar a transmissão dessa variante altamente contagiosa - tanto quanto a varíola - que pode infectar mesmo pessoas totalmente vacinadas; há dados que revelam que 75% dos infectados com a Delta estavam totalmente vacinados (CDC) COSIDERANDO que pessoas não vacinadas correm um risco 10 vezes maior de adoecer gravemente ou falecer devido a COVID-19;

Um estudo recentemente realizado pelo Centro Chinês de Controle e Prevenção de Doenças e publicado em pré-impressão no site da MedRxiv, a variante Delta é bem mais contagiosa do que a cepa original do vírus, com uma carga viral 1.260 vezes maior que a do vírus original;

A Organização Mundial da Saúde – OMS alerta para o risco de saturação dos sistemas de saúde devido a linhagem Delta; CONSIDERANDO que o limiar para imunidade populacional varia em função da variante e está subindo. Este limiar é calculado em torno de 60% a 70% para a variante original, 80% para as variantes Alfa e Gama, agora estima-se que o limiar esteja acima de 90% para a variante Delta.

Outra preocupação do Comitê é que a variante apresenta sintomas iniciais semelhantes ao resfriado comum as pessoas, em particular as mais jovens, confundem os sintomas da Delta com um resfriado sazonal e, portanto, continuam saindo e se encontrando em grupos para festejar e, assim, transmitindo o vírus ao seu redor.

 

Recomendações:

  1. a) Reforçar as medidas preventivas tais como o uso de máscara (em locais fechados e sem ventilação);
  2. b) Advertir para a vacinação contra a COVID-19 como medida mandatória para todos os profissionais e funcionários dos serviços de saúde;
  3. c) Aumentar a comunicação social sobre a importância da vacinação e dos cuidados quanto ao protocolo sanitário, principalmente sobre os benefícios das medidas não farmacológicas na proteção contra a exposição ao novo coronavírus (ex.: uso de máscaras), a proteção da vacinação a partir da primeira dose, porém a necessidade da completude do regime para uma proteção completa em relação a variantes de preocupação, como a Delta;
  4. d) Que empregadores estimulem a vacinação de seus funcionários e a observância do protocolo sanitário;
  5. e) Reforçar as medidas sanitárias nas fronteiras, bem como a vacinação nesses locais, em virtude do crescimento de novos casos da variante Lambda, inicialmente descrita no Peru e que vem ganhando espaço nos países vizinhos da América Latina;
  6. f) Reforçar a fiscalização de ambientes públicos (com especial atenção a todos os ambientes fechados) e de aglomeração, praças e parques das cidades, bem como atentar para o uso de máscara nesses locais;
  7. g) Reforçar os cuidados em ambientes de sala de aula, em virtude do retorno presencial das escolas e instituições, em um cenário de cobertura vacinal baixa e incompleta;
  8. h) Reforçar que crianças são suscetíveis ao vírus e, com a presença de uma variante mais transmissível e que pode levar a um aumento substancial na carga viral como a Delta, devemos alertar aos educadores para o reforço dos cuidados quanto ao uso de máscaras, bem como o cumprimento do distanciamento entre as classes, além de manter os ambientes bem ventilados e arejados nos locais de sala de aula;
  9. i) Realizar uma comunicação clara com a população sobre os riscos dessa nova etapa de enfrentamento da pandemia, e que precisamos que todos façam sua parte e se protejam para protegermos toda a sociedade nessa reta final rumo a cobertura vacinal.

 

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